Rafael Felga
Para toda ação, há uma reação igual e contrária. Essa famosa lei da física, de certa forma, pode ser aplicada em diversos campos da vida. Todas nossas ações acabam acarretando uma reação. É o velho ditado “tudo que vai, volta”. Se na nossa vida esse tipo de coisa é recorrente, qual seria a razão para essa regra não ser aplicada à vida de Frank Castle? E o nosso amigo com a caveira no peito está prestes a sentir a reação. O arco começa da maneira Ennis de ser. Ou seja, com um morto. Enquanto Castle obtém uma informação sobre uma espécie de rede de pedofilia, ele relembra os eventos do arco Os Escravistas. Após eliminar o meliante, ele vai atrás dos outros membros da rede para matá-los (claro, esse aqui não é o Justiceiro do Fracttion). Mas esqueçam um pouco o nosso psicopata favorito. Os astros principais desse arco são outras personagens. Quando uma pessoa morre, sempre há alguém para velar os corpos. Sempre há alguém para zelar pela memória dessa pessoa. A maioria das pessoas tem entes queridos e com criminosos não poderia ser diferente. Enquanto Castle resolve seus problemas, um grupo de mulheres promove uma reunião. Cinco mulheres que tem algo em comum: São viúvas. Annabella, Bonnie, Lorraine, Shauna e Barbi. Cinco mulheres que resolvem lembrar memória de seus maridos. Apesar de uma breve desavença entre Shauna e Barbi, o assunto da reunião é rapidamente retomado. E toda a reunião se resume a uma pessoa: Castle. Cinco viúvas. Todas são ex-mulheres de mafiosos e bandidos que cruzaram o caminho do Justiceiro. Longe dali, uma mulher bem atraente se destaca na noite de uma agitada casa noturna. Um cara resolve arriscar e, aparentemente, ganha uma noite de prazer e amor. Isso até que a nossa misteriosa mulher é contrariada e começa a espancar o pobre rapaz. A noite de prazer e amor vira um pesadelo de dor e ódio. Mas voltemos às nossas atrizes principais. Cada uma começa a relembrar de seus maridos e da forma como morreram. Assim, passamos, basicamente, pelos arcos Homem de Pedra e No Princípio (que foi publicado na finada revista do Demolidor). Todas sofreram, mas Annabella viu o inferno. Esta viúva é uma Cesare, família que praticamente foi destroçada no aniversário de cem anos Massimo Cesare, como foi mostrado no já citado arco No Princípio (NR: Sem querer criticar o trabalho da Panini,mas já o fazendo, seria tão ruim haver algumas notas indicando em quais arcos ocorreram os fatos citados? Como as histórias do Ennis acabam sempre “voltando”, seria uma boa forma de orientação). Logo em seguida, após reclamarem que ninguém consegue parar o Justiceiro, elas resolvem fazer aquilo que até agora ninguém conseguiu: Acabar com Frank Castle. Voltamos para nossa mulher misteriosa. Agora sem maquiagem, podemos ver que ela não é tão atraente. E podemos ver que ela tem um interesse especial por nossas queridas viúvas. Mas o que anda fazendo o “astro” principal? Ora, matando pessoas. O que você esperava que ele estivesse fazendo? Comendo um bolo de café?Bom, resumindo algumas páginas, Castle, baseando-se na informação obtida, vai ao encontro dos “cineastas” que usam seus filhos como astros principais de seus filmes pornográficos. A princípio, os pais imaginam que se trata de um policial, mas ao serem levados ao porão, Castle passa executar a sua vingança. Ao terminar, o Justiceiro comunica o serviço social, para encaminhar as crianças, temendo que um dia, elas sejam suas próximas vítimas. Como é de costume, a cena é cortada para mostrar um novo ator nessa peça insana do Ennis. Um policial que está no psiquiatra. Ele aparentemente não está muito feliz de estar lá, mas começa a contar o caso que o levou ao consultório. Basicamente, ele desobedeceu a uma ordem e entrou numa escola que estava tomada por um garoto fã de “Tiros em Columbine” e simplesmente matou o garoto, interrompendo o ciclo de matanças. Voltemos a falar das atrizes principais do nosso arco. Elas estão atrás de uma forma de acabar com o Justiceiro, até que notam que Barbi não está colaborando muito com o andamento dos planos. Após descobrirem que a citada viúva tem dislexia, Shauna resolve passar uma tarefa para ela: Conseguir armas com uma pessoa que espera um pouco de sacanagem como pagamento. Essa cena é hilária. Voltemos ao nosso detetive, que atende pelo nome Budiansky. Ele parece gostar cada vez menos sua psiquiatra, principalmente porque ele está lá como forma de punição. No final, a consulta acaba tomando rumos nada agradáveis. Lembra da nossa psicopata que “parece” bonita? Então, ela volta a dar as caras. Dessa vez ela é abordada por uma pessoa que pergunta se nome dela é Jenny Cesare. Ela nega, dizendo que não se chama assim e pede para ele se afastar, já que “parece ser um cara legal”. Em casa, o detetive Budiansky tenta se livrar de todos os pesadelos e demônios. Para isso ele conta com a ajuda de sua esposa, que não entende o porquê de seu marido estar recebendo esse tratamento. Budiansky tem medo de virar algo similar ao Justiceiro, já que seu método resolve os problemas facilmente. Voltando para nossas viúvas, Barbi consegue as armas, enquanto Annabella aparentemente descobre um possível ponto fraco do Justiceiro: Uma mulher em perigo. Para corroborar sua teoria, a última dos Cesares relata os eventos do arco Os Escravistas, onde basicamente o Justiceiro torturou suas vítimas antes de matá-las. Tudo que precisam é de uma donzela em perigo, papel esse que deve ficar com Bonnie.E ao fundo, a mulher misteriosa e “bonita” observa nossas viúvas. E assim começa o mais um arco do Justiceiro Max, onde as viúvas vão tentar ter sucesso onde todos falharam. Será que elas conseguiram acabar com o fazedor de viúvas? Quem é a mulher misteriosa que tem um interesse nelas? De que forma Budiansky vai se encaixar nesse evento? Por enquanto, só a mente insana de Ennis sabe as repostas e provavelmente elas vão ser acompanhadas de tripas e miolos (e por que haveria de ser diferente?). Rafael Felga
Enquanto isso, Spector está na academia com seu personal trainer, Rob, e com seu ex-parceiro, Francês. Spector está treinando com um saco de areia (praticamente está espaçando -o), enquanto Rob quer saber o porquê de ter ido atrás do Mandicks (conhecido como Açor Assassino). Papo vai, porrada vem, Marc acerta o saco de areia de uma forma muito violenta, o que acaba ferindo Rob. Depois de afastarem Rob de Marc, Duchamp fala que não precisava fazer aquilo com Mandicks, pois aquilo foi há bastante tempo.
A cena então é cortada para mostrar um trabalhador do metrô. Mas não se trata de um trabalhador comum, e sim Carson Knowles, vilão conhecido como o Espectro Negro. Mas o fato dele ser um vilão (até certo ponto, regenerado), não faz com que as pessoas tenham medo dele. Pelo contrário, isso é motivo de chacota por onde passa.
Novamente, o foco da historia passa a ser Duchamp e Rob, mostrando uma discussão do casal. A briga se resume a uma pessoa que só tem trazido problemas desde que voltou: Marc Spector. Mas eles não estão com mais problemas que nosso amigo Knowles.
Nosso ex-vilão fantasiado está passando pela sua vistoria de rotina pelo seu agente da condicional. Apesar de estar jogando pelas regras, Hector Gomez exige o pagamento da sua propina. Inicialmente, Carson fala que não vai fazer isso e até ameaça denunciá-lo por corrupção. Mas é persuadido por Gomez, já que não importa o quão certo ele seja atualmente. Uma vez vilão derrotado, sempre vilão derrotado.
A história, nesse momento, passa mostrar momentos íntimos de nosso herói. Spector e Marlene estão tentando curtir um momento romântico, mas nem nessas horas, Spector tem paz. Marlene questiona a razão de trazer a estátua de Konshu para o recinto dos pombinhos, já que aquilo só traz más lembranças. Konshu diz para Spector não se preocupar, já que pode aparecer alguém melhor (claro, a Tigresa é realmente uma excelente opção... Quando não está fazendo besteira com o Pym).
A briga entre o casal continua, sendo que Konshu não vê a hora de Marlene ir embora. Para Marlene, Spector só sabe fazer uma coisa: Brigar. Enquanto o casal discute, Knowles vai visitar alguém que está em estado grave de saúde.
Após a visita, Knowles vai até uma loja de penhores, resgatar algo muito importante para ele, uma vez que o "tempo certo" chegou. Depois desse evento, a revista passa a se concentrar em: Marlene, que resolve retornar para falar com Spector; Spector, que está procurando algo escondido; e por fim o Francês, que acabou de tirar uma caixa debaixo do seu piso.
E a revista continua a fazer revelações: Da caixa que Knowles tirou da loja de penhores, revela uma espada; Da caixinha que Duchamp tirou do piso, uma foto e uma arma; e por fim, Spector acha a pele que ele arrancou de Bushman anos atrás. Só não esperava a volta de Marlene, que o viu vestindo sua nova máscara.
Mas as coisas não param por ai. Além de brigar com Marlene, Konshu resolve cobrar a sua parte, que parece que anda sendo negada pelo seu avatar da dor. E, além disso, Spector tem que lidar com a repercussão negativa dos seus atos (eu acho que ele não deve estar muito preocupado, mas não custa falar).
Enquanto a repórter fala dos ataques do Enluarado, Gomez, o agente da condicional de Knowles, resolve extorquir o máximo que pode o ex-vilão. Só que em vez da grana, Gomez ganha uma passagem só de ida para o além. E ao ver uma matéria que envolve o Cavaleiro da Lua, Knowles tem uma idéia.
Enquanto Knowles tem uma brilhante idéia, Spector tenta consertar algumas coisas. Para isso, resolve ir ao restaurante do Francês, mas ele não é bem-vindo naquele local. E pelo visto, Marc vai precisar de outro personal, já que Rob vai se afastar por uns tempos.
Novamente, o foco passa a ser nosso amigo Knowles, que entre lembranças de seu falecido filho, resolve seguir para um museu, onde está sendo realizada uma exposição de armas e armaduras. Lá, mais uma vez, Knowles parece ser tomado pelo espírito do Espectro e das antigas batalhas. Coincidentemente, esse é o mesmo museu em que Marlene se encontra. Então, Carson pede desculpas pelos erros do passado.
Anoitece, e como diria aquela música do Capital Inicial, a noite esclarece o que o dia escondeu, o Cavaleiro da Lua se prepara para mais uma ronda. Depois de uma rusga com seu novo parceiro, eles saem para mais uma aventura.
Carson e Marlene conversam até o Hospital. Carson passa a sensação de que está mudado e arrependido, mas ao entrar no quarto, mata o paciente que lá se encontra e faz símbolo do Cavaleiro da Lua na testa deste.
Paralelamente, Spector está espancando uma gangue e tentando explicar o porquê de não matar os seus adversários. Ele não mata porque isso é muito fácil e popular de se fazer. Mas acho que o seu parceiro não pensa assim, principalmente quando mata um para salvar o Enluarado. E para piorar a polícia chega.
E assim acaba a terceira parte do arco "Deus e Nação". Estou gostando muito do desenvolvimento do arco, apesar de algumas coisas que poderiam ser melhor exploradas, como o problema da corrupção e da intolerância da sociedade com os ex-presidiários, bem como o fato de ter um maluco agindo com autorização legal. Mas como o arco ainda não acabou, vamos esperar.
Rafael Felga
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Brizola