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sexta-feira, 28 de março de 2014

X-Men Legado: Figura Paterna


Na esteira do relançamento de vários títulos com novas equipes criativas na iniciativa conhecida como "Nova Marvel", temos a nova X-Men: Legado. A nova equipe criativa apresenta os roteiros de Simon Spurrier e os desenhos de Tan Eng Huat e Jorge Molina e o seu protagonista é o mutante conhecido como Legião ou David Haller, filho de Charles Xavier. Ao tomar ciência da morte do pai, ele decidiu fazer jus ao seu legado, a coexistência pacífica entre humanos e mutantes, da maneira que lhe é peculiar: ajudar a sua espécie ao mesmo tempo em que é obrigado a lidar com suas múltiplas personalidades, cada uma com um poder mutante diferente. Aqui temos a continuação do arco "Pródigo", publicado originalmente em X-Men Legacy #3 e #4 e aqui no Brasil em X-Men Extra #2, pela Panini.

Nesse autêntico cabo-de-guerra psíquico, David conseguiu dominar uma de suas personalidades, de poderes telepáticos. Induzido por um indivíduo de identidade e propósito desconhecidos chamado de "Zoiudo" por David, ele usa sua recém-controlada habilidade para chegar ao Japão e resgatar duas crianças em perigo. Ao chegar lá, ele é surpreendido por uma projeção astral de uma ave criada por elas e é aprisionado.


As crianças, um casal de gêmeos que se chamam Karasu e Sojobo, são títeres de um homem chamado Futatsu, um dos líderes do clã Yamaguchi-Kai. Eles reverenciam a memória de seu "Mestre Radiante", Shinobi Oyabun, também conhecido como Ogun, um antigo sensei de Logan e antigo líder da Yakuza. Um detalhe interessante nessas crianças é que elas apresentam em seus olhos o sinal de Ying e Yang ao invés de pupilas. Este sinal, inclusive, é o "olho" da ave da projeção astral que realizam em conjunto.

Eles estavam preparados para a vinda de David devido à uma ligação anônima e alarmista proveniente do mesmo indivíduo que induziu o mutante a fazer essa viagem. Não satisfeito com isso, ele fez outra para os X-Men, que já estavam ao encalço de David após receberem um alerta de Olhos Vendados, uma das alunas da Academia Jean Grey para Estudos Avançados.
David percebe que as crianças estão sendo obrigadas a usar os seus poderes conjuntos de projeção astral para atender aos interesses escusos do clã Yamaguchi e que está prestes a ser a próxima vítima. Ele tenta convencê-las do contrário, ao mesmo tempo em que tenta de maneira desesperada subjugar mais alguma de suas personalidades para acessar os poderes que elas possuem e se libertar. Na verdade, as crianças, por terem sido criadas por Shinobi, sentem-se na obrigação de retribuir a ajuda que receberam agindo daquela forma. "Só porque sua figura paterna fez uma ou duas coisas certas, não significa que vocês têm que acreditar que ele era infalível", argumenta David. De maneira curiosa, suas próprias palavras encontram eco no seu atormentado sub-consciente e ele consegue adquirir a auto-confiança necessária para se libertar.

Apesar do ocorrido, David não guardou rancor das crianças, pelo contrário, identificou-se com elas: "não somos tão diferentes assim, vivemos à sombra de um morto e o amor e o ressentimento nos ferraram de todas as formas". Ele pede às crianças que se juntem a ele para que possam aprender um com o outro e ajudar a espécie mutante. Elas aceitam mas o diálogo é interrompido pela chegada intempestiva de um esquadrão de X-Men liderado por Wolverine, que ordena a David que fique longe das crianças.


Sem se intimidar, David pede às crianças que o ajudem a acessar os poderes de suas múltiplas personalidades e assim o esquadrão é facilmente derrotado, com exceção de Olhos Vendados, que chega como elemento surpresa e consegue expulsar as crianças da mente de David mas é violentamente rechaçada por uma de suas personalidades e fica com um trauma psíquico muito grave. David e as crianças se escondem em um depósito de munições, que logo em seguida é atingido pelo X-Man Jono Starsmore, o Câmara, furioso por todos do esquadrão terem sido derrotados com tanta facilidade. A urgência da situação faz David perceber que finalmente encontrou pessoas que dependem dele e assim ele consegue ter auto-confiança para acessar uma de suas personalidades mais poderosas, o Origamista, capaz de alterar realidades e manipular o espaço, e assim a explosão causada por Jono e o próprio David simplesmente se dobram em si mesmos e desaparecem, deixando as crianças sem alternativa, aparentemente, a não ser acompanharem os X-Men em seu retorno para Westchester no seu jato, o Pássaro Negro.

Quando David retorna de uma dimensão adjacente, o avião da equipe mutante já decolou. Em seguida, ele encontra no chão um par de globos oculares igual ao dos gêmeos. No Pássaro Negro, os X-Men lambem as suas feridas e Karasu pergunta ao seu irmão, Sojobo, se eles fizeram a coisa certa. "Deixa de ser covarde", ele responde, sem os globos oculares que deixou para trás, "a gente está exatamente onde deve".


Temos aí mais duas boas histórias da nova X-Men Legado. O escritor Frank Spurrier ainda faz mistério com diversos pontos, como a verdadeira identidade e propósito do "Zoiudo", que induziu David a ir ao Japão para salvar duas crianças, ajudando-o assim a adquirir mais auto-confiança e denunciou sua localização para o X-Men. Achei interessante a identificação de David com as crianças que salvou, que também queriam ser dignas do legado do pai de criação delas, Ogun, ainda que sob coação. Também achei genial a iniciativa do escritor de aproximar David com Olhos Vendados que, a meu ver, apresenta um comportamento apenas um pouco mais funcional do que o rapaz. Espero que haja novas interações entre eles.

Os desenhistas Tan Eng Huat e Jorge Molina fazem o seu trabalho com correção, o segundo bem melhor do que o primeiro, mas achei que faltou a eles um pouco mais capricho em alguns detalhes, especialmente no que se refere ao visual dos olhos das crianças. Tive que folhear a revista várias vezes para ter certeza de que elas não eram cegas e que o olho delas tinha um aspecto diferente do normal. Gostaria mesmo era de ver o capista Michael Del Mundo como desenhista regular da série.

O aplicativo Marvel Ar não funcionou comigo nas páginas desta história, apenas na capa dessa edição de X-Men Extra, que traz Cable e X-Force, com um "preview" da história deles. É uma pena mas parece que a qualidade do papel é um fator determinante para que a "realidade aumentada" funcione de fato nas edições publicadas pela Panini, salvo puro acaso.

Carlos André
Colaborador do Marvel 616




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

X-Men Legado: Pródigo


Bem vindos à Nova Marvel, onde vários títulos foram lançados e relançados com novas equipes criativas e com a proposta de criar um ponto de partida para novos e antigos leitores, sem que a cronologia dos personagens seja desconsiderada.

No início da nova X-Men: Legado, o protagonista é o controverso Legião, ou David Haller, filho de Charles Xavier com a embaixadora da grã-bretanha Gabrielle Haller, que tiveram um breve romance em Israel. Sua primeira aparição foi durante a fase áurea dos Novos Mutantes escrita por Chris Claremont e desenhada por Bill Sienkiewicz na década de 80. Ele é portador de múltiplas personalidades e cada uma tem um poder mutante diferente e fora de controle. Nesta nova etapa de sua vida, que se inicia em X-Men Legacy #1 e #2, publicadas aqui em X-Men Extra #1 pela Panini, ele busca se tornar digno do legado do pai ao descobrir que este fora assassinado por Ciclope, imbuído da Força Fênix, durante a guerra dos Vingadores contra os X-Men. Isso não será nada fácil, como nos mostrará Simon Spurrier nos roteiros e Tan Eng Huat nos desenhos, pois além de controlar a si mesmo ele terá que convencer aqueles que tentarão detê-lo por não acreditarem em suas intenções.

Neste primeiro arco, chamado "Pródigo", encontramos David abrigado em uma espécie de retiro para "neuronautas", que procuram uma aposentadoria digna depois de tanto exorbitarem de suas capacidades mentais. Ele foi deixado lá por Xavier antes de sua morte e está sob os cuidados de um guru que administra o local, chamado Merzah, e que o ajuda a controlar o seu poder e empregá-lo em auxílio de outros.


Com a ajuda dele, David conseguiu criar uma "prisão mental" que mantinha as suas personalidades encarceradas e sob vigilância rigorosa mas, durante a tentativa de "fuga" de uma delas, ele toma ciência da morte de seu pai e seus poderem entram em surto e destroem totalmente o lugar que o abrigava. Quando ele recupera o controle, consegue ver o seu guru à beira da morte, que o encoraja a procurar os X-Men, mas ele rejeita a sugestão. A visão da morte do pai alterou o seu cérebro de alguma maneira e agora ele se vê forçado a lidar sozinho com isso ao mesmo tempo em que ocorre um motim entre suas múltiplas personalidades em sua prisão virtual, que se reflete em um novo descontrole no plano físico. Esses últimos eventos não passam despercebidos a Olhos Vendados, estudante da Academia Jean Grey para Estudos Avançados, que alerta os X-Men e logo eles saem ao encalço de David.

Enquanto isso, David é forçado a lidar ao mesmo tempo com uma de suas personalidades fugidias, de habilidades telepáticas, que tenta subjugá-lo ao mesmo tempo que uma estranha entidade se manifesta no plano físico e tenta manipulá-lo para os seus próprios fins. David consegue se sobrepor a ambos, ao mesmo tempo que tem uma visão sobre duas crianças, gêmeas, aprisionadas mentalmente no Japão. Ele decide partir ao encontro delas e, com um de seus poderes sob controle, resolve fazer o mesmo com os demais: "Um poder sob controle, só faltam algumas centenas mais um...", decerto se referindo também à entidade que derrotou no plano físico.


Achei esse recomeço de X-Men: Legado bastante promissor, com um tom bem mais sombrio e violento do que o do volume original. A premissa do escritor Simon Spurrier, com David tentando honrar o legado de seu pai, ao mesmo tempo em que tenta controlar a si mesmo, parece bem coerente com o título que a abriga e parece que virão histórias interessantes por aí. Achei os desenhos de Tan Eng Huat apenas corretos, não chegam a comprometer mas pessoalmente gostaria de ver um artista mais versátil desenhando os planos "físicos" e "mentais" do enredo. Gostei muito mais do desenhista das capas dessas duas primeiras edições, Michael Del Mundo, que demonstram muito bem a instabilidade emocional de Legião.

Nesta edição da Panini, como no original norte-americano, aparecem em várias páginas o ícone "AR", de "realidade aumentada", que produziria um efeito de animação se visualizadas pelo aplicativo "Marvel Ar", feito para dispositivos da Apple. Tentei usar com o meu Iphone 5 e não aconteceu nada, mas não posso afirmar com certeza se a culpa é minha ou da Panini. Na "Apple Store" existem vários relatos de leitores brasileiros se queixando do mesmo. Se alguém conseguir fazê-lo funcionar, por favor, comente aqui.

Carlos André
Colaborador do Marvel 616

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

X-Men Legado: Inesquecível


A guerra dos Vingadores contra os X-Men chegou ao fim, assim como o relacionamento de Vampira com Magneto. A heroína alegou que não queria ser influenciada novamente por uma personalidade forte como a dele e que precisava manter sua independência pessoal. Assim, ela retornou para a Academia Jean Grey de Estudos Avançados, em Westchester, onde recebeu um pedido de ajuda de uma prisão situada no norte do estado. Uma rebelião de super-criminosos fora deflagrada no local, que foram alojados lá em virtude da destruição ocorrida na Balsa, uma prisão mais adequada para contê-los. É a última história do título X-Men Legacy, que se encerra neste número #275, escrito por Christos Gage e desenhado por David Baldeon e publicado aqui em X-Men Extra #144 pela Panini.

Sem mais ninguém para ajudá-la alem de Calvin Rankin, o Mímico, eles partem no Pássaro Negro para o local. Durante o caminho, Calvin tenta se aconselhar com ela, ao mesmo tempo em que fala do seu desejo de sair da escola e dos X-Men assim que seu amigo Michael, o Arma Ômega, recuperar-se dos ferimentos que sofreu em sua visita à escola. Como Vampira, ele também teme ser influenciado por personalidades mais fortes do que a dele e não sabe o que fazer. A conversa é interrompida de maneira abrupta pois o avião chega ao seu destino e os mutantes entram imediatamente em ação. Infelizmente, os poderes combinados de ambos, além de uma tropa de Guardiões, que utilizam uma armadura derivada da tecnologia do Homem de Ferro, são insuficientes para conter a rebelião. 


Vampira pede que Calvin resista o quanto puder enquanto ela se dirige para uma ala de presos de melhor comportamento e pede que eles cedam os seus poderes de maneira voluntária. Inicialmente ela é ridicularizada, mas consegue convencer alguns deles a buscarem uma segunda chance para suas vidas: Equinox, um antigo inimigo do Homem-Aranha, capaz de gerar fogo e gelo, Armadílio, que enfrentou o Capitão América, que apresenta uma couraça espessa e força bruta e Homem-Touro, que apresenta força, resistência e chifres e que já enfrentou o Demolidor e o Hulk. Em seguida, ela exige aos demais presos que esses três não sofram qualquer retaliação: "Ninguém encosta neles. Eu já volto! Aí vou mostrar como eu era na época de vilã!"

Ela retorna ao combate e consegue por fim à rebelião. Na volta, Vampira e Calvin podem conversar com calma. Ela o aconselha a confiar principalmente em si mesmo, que ele era mais forte do que imaginava, como demonstrou na prisão e que ninguém precisava dizer a ele o que fazer, seja continuar na escola ou não. Além disso, ela o exorta a estar sempre aprendendo algo sobre si mesmo e fazendo o possível para não repetir velhos erros ou cometer novos, que viver é assim: "É ótimo estar aprendendo", ela conclui.


Como dito antes, chegamos ao fim do título X-Men Legacy e, por consequência, do "run" escrito por Christos Gage e com David Baldeon e Rafa Sandoval se revezando nos desenhos. No geral, achei essa fase apenas regular, em que as melhores histórias foram as que antecederam aos "tie ins" de "Vingadores vs. X-Men". Uma das coisas que achei interessante foi o retorno do "Calvin Rankin 616" ao convívio dos X-Men mas, como visto nessa história em particular, pode ser que ele tenha se decidido por deixar a escola e seguir o seu próprio caminho. Na verdade, sempre achei curioso o fato de que sua "versão alternativa", que pertencia à equipe interdimensional de mutantes chamada "Exilados", tenha conseguido mais prestígio no Universo Marvel do que a original. Mas não gostei do escritor ter repetido, nesta última edição, o mesmo estratagema de Vampira absorver um monte de poderes de outras pessoas e resolver uma situação de combate praticamente sozinha, como visto anteriormente aqui.

Ainda sobre Vampira, que se mostrou insegura e foi constantemente aconselhada por diversos colegas durante boa parte desse período até definir a sua situação com Magneto, tornou-se muito mais confiante ao ponto de aconselhar alguém que enfrentava os mesmos problemas que ela. Uma troca de posições e um final de ciclo interessante para a personagem, ao meu ver. 

Coube a David Baldeon desenhar este último número e ele cumpriu bem o seu papel, com a boa dinâmica que costuma apresentar em suas cenas de ação. A capa, desenhada por Mark Brooks e Salvador Larroca, é muito bonita mas serve mais como despedida de Legacy do que como anúncio da história contida na edição. Curiosamente, aqui no Brasil, a mesma também serviu para encerrar o título "X-Men Extra", da Panini, que será relançado com material da "Nova Marvel". 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

X-Men Legado: Encontros e Despedidas


Abandonada em um  mundo alienígena por Magia durante a guerra dos Vingadores contra os X-Men, Vampira se vê no confronto final entre os nativos do lugar: os Vray, de forma humanóide e rosto animalesco e a raça do Enxame, de aparência insectóide. Ela descobre que os dirigentes de ambas as raças confabularam entre si para promoverem uma carnificina deliberadamente para que os sobreviventes possam aproveitar os parcos recursos naturais deste planeta, que sofreu um grande cataclisma.Vampira, então, parte com o firme propósito de evitar isso a qualquer preço. Seu único aliado no momento é o ex-comandante Tritt, do Enxame, destituído do cargo pela sua rainha e alijado da mente coletiva de seu povo ao descobrir toda a verdade sobre a batalha prestes a ocorrer. Além disso, Vampira precisa retornar imediatamente à Terra pois ela tem a sua própria guerra para travar e resolver uma pendência pessoal que já se arrasta há muito tempo. Como tal irá ocorrer é o que nos contará o escritor Christos Gage e os desenhistas Rafa Sandoval e David Baldeon nas edições de X-Men Legacy #273 e #274, publicadas aqui em X-Men Extra #143 pela Panini.

Quando Vampira e Tritt finalmente chegam ao campo de batalha, ambos percebem que é tarde demais e a heroína resolve se interpor no conflito assim mesmo, roubando uma gigantesca montaria aracnídea do Enxame e arrastando o seu aliado insectóide consigo. Eles conseguem alcançar a rainha do Enxame e Vampira tenta trazer todos à razão. O resultado é inútil e ela está prestes a sucumbir na batalha. Desesperada, ela pede a Tritt que force o seu retorno à mente coletiva de sua raça para que todos conheçam a verdade. Relutantemente, ele faz isso é bem sucedido no seu intento: a rainha é desmascarada e é expulsa da mente coletiva pelos seus ex-súditos. Resta, ainda, convencer os Vray do mesmo e o rei deles não perde tempo em aproveitar o momento de hesitação do Enxame para insuflar os seus soldados a continuarem atacando.

Vampira consegue falar com o Comandante Chahr, que se tornou seu amigo logo após chegar a este mundo e pede que ele confie nela e participe de maneira voluntária da mente coletiva para que ele também tome ciência da verdade. Assim é feito e ele é convencido de maneira definitiva. Ele ordena que seus irmãos cessem o ataque. O rei dos Vray parte furioso brandindo sua espada em direção a Vampira, culpando-a pela resolução dos acontecimentos totalmente contrária a seus planos. Ela consegue se defender e , utilizando-se das lições de esgrima que aprendeu com Kurt Wagner, o Noturno, consegue derrotar o seu oponente.

Vampira poupa a vida dele mas Chahr pensa bem diferente e executa o seu ex-soberano por traição. A batalha foi interrompida mas falta convencer os dois lados a se entenderem. Vampira pede que Tritt e Chahr unam suas mentes com a mediação dela e outra verdade é descoberta: que a raça dos Vray e do Enxame antigamente partilhavam uma existência próspera e colaborativa, em que a magia e capacidade de viajar entre dimensões do primeiro era complementada pela criatividade do segundo. A similaridade das histórias que foram contadas anteriormente a Vampira era muito mais do que mera coincidência, afinal: "essa é a escolha certa pro futuro. Cooperem e sobrevivam lado a lado... ou afastem-se e morram separados", ela diz, praticamente decretando o final das hostilidades.

Resta ainda para Vampira encontrar uma maneira de voltar a seu mundo natal. Com a ajuda de Tritt e Chahr, os novos líderes do planeta, um artefato místico dos Vray é combinado com a capacidade de navegação da mente coletiva do Enxame e um portal para a Terra é aberto. Ela se despede de ambos e se vai.

Quando a encontramos novamente, ela está em Washington tentando minorar os danos decorrentes do conflito decisivo envolvendo os Vingadores e os X-Men, que finalmente se uniram contra um inimigo em comum, Ciclope, enlouquecido ao absorver toda a Força Fênix anteriormente dividida entre outros partidários da sua causa.

Ela tenta acalmar a população ao mesmo tempo que pede para auxiliar as vítimas de um desabamento numa estação de metrô. A situação fica ainda mais tensa e um policial saca uma arma em sua direção e, antes que ele atire, surge Magneto, o mestre do magnetismo.


Ele oferece auxílio, mas assume abertamente que o principal objetivo é vê-la. Ela aceita de maneira relutante mas, de maneira surpreendente, ele oferece também uma proposta de casamento: "eu quero nós dois juntos. Venha comigo, Vampira. Para onde quer que a gente vá depois daqui... que seja juntos". Ela fica totalmente desconcertada e tenta ganhar tempo se concentrando na missão de resgate. Um vagão soterrado por escombros se apresenta à frente e eles entram em seu interior com cuidado. Alguns sobreviventes são encontrados e colocados a salvo mais ainda resta um, mortalmente ferido, que se chama Richard. Moribundo, ele resolve contar a sua história para o casal: ele trabalhava como redator de discursos em Washington mas nunca se sentiu perfeitamente à vontade com o que escrevia ou com suas escolhas de vida, pois sentia que eram imposições de outras pessoas e, além disso, uma das poucas coisas com que se importava era o seu relacionamento com Dale mas, mesmo assim, era algo conduzido de maneira dissimulada há mais de dez anos, pois temia a exposição. Dale se cansou da situação e terminou com tudo. Richard, então, se dirigia para a casa de Dale para conversar quando o desabamento ocorreu. Richard pede que os heróis o abandonem mas eles se recusam a fazê-lo. Vampira tenta estancar o ferimento mas o teto do trem ameaça desabar em cima deles. Magneto remove o ferido de maneira brusca e  todos saem rapidamente para fora. Assim que conseguem escapar, Richard recebe atendimento médico mas sua condição era muito crítica e morre. Vampira e Magneto resolvem, então, finalmente conversar.

Vampira diz que é muito grata por tudo que Magnus fez mas, influenciada pela história de Richard, não quer mais que ninguém tome decisões por ela como aconteceu anteriormente com Mística e Sina, suas mães de criação e depois com Charles Xavier e Ciclope. Ela reconhece que a personalidade de Magneto é muito forte e teme que isso a faça permitir que ele decida tudo por ela, o que ela não quer. "Acho que já entendi o que quero, mas só vou ter certeza se passar um tempo sozinha". Eles se despedem de maneira dolorida e cada um segue o seu caminho. Em seguida, com posse das memórias de Richard, Vampira consegue chegar à casa de Dale e transmite as últimas palavras de seu companheiro para ele.



As duas edicoes de Legacy abordadas nessa resenha fazem parte da reta final da fase escrita pelo Christos Gage e também da própria revista, que foi descontinuada para ser relançada  pela "Marvel Now" nos Estados Unidos. Na primeira temos o final de um "tie in" de Vingadores vs. X-Men que já estava mais do que na hora de ser encerrado pela Panini. Achei bem sacada a ideia de que a prosperidade anterior do mundo dividido pelos Vray e o Enxame se devia à antiga colaboração entre as raças, que se perdeu devido ao cataclisma que atingiu esse planeta. Infelizmente, acho que o escritor forçou a barra ao atribuir à Vampira uma insuspeitada habilidade de empunhar uma espada e derrotar um soberano de todo um povo com enorme facilidade. Se ela "roubasse" essa habilidade de alguem faria mais sentido. 

A segunda historia, um "aftermatch" de "V vs. X", traz o encerramento de um plot que permeou toda essa fase, a definição do atual "status de relacionamento" entre Vampira e Magneto. Como não poderia ser diferente, a conversa se deu em meio a uma trágica circunstancia. Convenhamos que o Gage não é nenhum Bendis para segurar uma historia apenas na base do diálogo, mas achei interessante o desenvolvimento da historia, em que Vampira se espelhou na história de vida de um personagem secundario que teve um trágico destino antes que tivesse coragem de conduzir sua vida nos seus próprios termos. Apesar disso, confesso que não fiquei surpreso com o resultado da conversa entre ela e Magneto  

Os desenhos e narrativas de Rafa Sandoval e David Baldeon estavam corretos como sempre mas achei os do segundo bem melhores que os do primeiro. 

Acho que a Panini atrasou demais a cronologia das histórias que compõe o mix de X-Men Extra e Legado não foi exceção. Repito o que já disse em outras resenhas: é muito chato ler o "tie in" de um evento que se encerrou há três meses atrás. Não apareceu nenhuma nota de rodapé pra situar cronologicamente a história, que ainda apresenta o Magneto em seu visual pré "Nova Marvel".  De qualquer forma, a próxima edição de X-Men Extra irá trazer a edição 275 de Legacy, que marcou o encerramento deste título lá fora.  

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

X-Men Legado: Vampira, Presa e Torturada


Durante a guerra contra os Vingadores, Vampira tentou resgatar sua amiga Carol Danvers da prisão demoníaca que Magia, energizada pelo poder cósmico da Fênix, construiu no interior de um vulcão. Ela fracassou em seu intento e foi atirada por Magia em uma dimensão alienígena e se viu no meio de dois exércitos em guerra. Mas neste conflito nada é o que parece, como irá nos contar o escritor Christos Gage e o desenhista Rafa Sandoval nas edições de X-Men Legacy #271 e #272 publicadas nos EUA, reunidas aqui em X-Men Extra #142 (Panini).

Durante a batalha, uma das facções resolve atacar a mutante. Ainda utilizando os poderes de Carol, ela revida à altura e atrai a simpatia da outra, a raça dos Vray, de aparência humanoide e rosto animalesco. Ela consegue assimilar a linguagem deles através de contato físico e se torna amiga de um de seus líderes, o Comandante Chahr, que a leva para um acampamento. Ele conta que seu povo luta pela liberdade numa guerra ancestral contra a raça do Enxame, de aparência insectoide, que quer submeter cada um à sua mente coletiva, além de privá-los dos recursos naturais do planeta, que era próspero antes de um grande cataclismo se abater sobre ele. Vampira conta a sua história e Chahr se propõe a ajudá-la a voltar para casa se ela se aliar aos Vray. Ela aceita mas o soberano deles é muito reticente em utilizar uma estrangeira que mal conhece em um momento crucial da guerra. A própria Vampira também tem suas dúvidas, uma delas é de quanto tempo vai durar os poderes que absorveu de Carol, sem os quais ela será uma presa fácil. Ela acaba descobrindo isso da pior forma possível, ao ser sequestrada por membros do Enxame, liderados pelo Comandante Tritt, que invadiram o acampamento para trazê-la à presença de sua rainha.


Sem poderes e sem alternativa, Vampira é trazida à presença da rainha do Enxame, que tenta subjugá-la à consciência coletiva de seu povo na companhia de Tritt. Ela conta a sua versão do conflito, muito similar à dos Vray, mas colocando o seu povo como vítima. Vampira resiste à influência da rainha e acaba descobrindo um terrível segredo dela que, temendo ser exposta, ordena que a mutante e Tritt sejam mortos. Eles conseguem fugir e Tritt fica absolutamente desnorteado, sem saber a causa de sua expulsão do Enxame. Vampira revela ao ex-comandante que a rainha e o soberano dos Vray se reuniram secretamente para tramarem uma batalha que cause o maior número de baixas possível em ambos os lados para que haja mais recursos naturais disponíveis para os sobreviventes. Após essa carnificina, a guerra continuaria "normalmente", digamos assim. Para impedir que esse plano se concretize, Vampira e Tritt partem imediatamente em direção ao campo de batalha mas talvez já seja tarde demais.


As duas edições que englobam essa resenha são continuação do arco "Allegiances" que, sinceramente, está arrastado demais para o meu gosto, mas o escritor Christos Gage precisou construir uma trama que ocupe a principal personagem do seu título sem atrapalhar o principal evento do ano, "Vingadores versus X-Men", que durou sete meses nos EUA. Já que nele Vampira não teve uma participação marcante, pareceu-me apropriado colocá-la numa "dimensão alternativa". Achei interessante a ausência de maniqueísmo para retratar os motivos das duas facções beligerantes e o "plot twist" de seus regentes de combinarem uma carnificina entre si, mas me desagrada muito um título chamado "X-Men Legado" ter um arco enorme de histórias centrado em uma personagem só. Nem em "Wolverine e os X-Men" Logan tem tanto protagonismo assim.

O desenhista Rafa Sandoval está correto nos desenhos e na narrativa como sempre mas não acho as cenas de ação dele tão dinâmicas como a do desenhista que reveza no titulo com ele, David Baldeon. Acho também que ele poderia ter inovado mais na criação dos cenários desta dimensão alienígena.

Quanto à Panini, eu preferiria que esse arco já se concluísse nesta edição de X-Men Extra já que "V vs. X" terminou agora no Brasil e esse "tie in" ainda não. Na verdade, gostaria que nela já tivesse saído também a última parte dele e deixado para o mês que vem o "aftermatch" com Magneto e o encerramento de Legacy. Além disso, volto a insistir, novamente a editora não situou esse arco em relação aos demais capítulos de "V vs X" e nem organizou um guia de leitura mas felizmente o Coveiro, editor do Marvel 616, organizou este guia que pode ser encontrado aqui.

Carlos André
Colaborador do Marvel 616

sábado, 12 de outubro de 2013

X-Men Legado: Fidelidades


A guerra contra os Vingadores aparentemente foi vencida pelos X-Men, muito graças ao fato da Força Fênix ter se diluído entre cinco de seus integrantes: Ciclope, Emma Frost, Namor, Colossus e Magia e esta, com o apoio de Vampira e  Bobby Drake, o Homem de Gelo, dedicam-se no momento a promover melhorias ao redor do mundo. Pode parecer que o Planeta Terra irá se tornar um paraíso mas, como irá nos contar o escritor Christos Gage e o desenhista David Baldeon no novo arco "Allegiances", iniciado em X-Men Legacy #269 e #270, publicadas aqui em X-Men Extra #141 pela Panini, esse ideal de paz é muito mais frágil do que se supõe.

Em Nova Orleans, Vampira se separa dos demais e é induzida a efetuar uma suposta missão de resgate de um helicóptero. Chegando lá, ela não encontra ninguém menos do que Carol Danvers, a vingadora conhecida como Miss Marvel, que divide com ela um passado doloroso. Antigamente, uma roubou os poderes e a mente da outra e essa situação perdurou durante anos. Pensando tratar-se de uma armadilha, Vampira não titubeia em partir imediatamente para a ofensiva usando os poderes do Homem de Gelo.


Mas tudo não passa de um equívoco: a intenção de Carol é apenas convencê-la de que o Quinteto Fênix é perigoso demais e que suas individualidades humanas logo sucumbirão ao fardo de um poder incontrolável. Vampira não é convencida de imediato e vence o combate. Mesmo aprisionada, Carol pede que ela fique de olho no quinteto e prometa tomar uma atitude se necessário.

Magia é chamada e logo se apresenta para conduzir a vingadora para a prisão que construiu no interior de um vulcão russo: uma porção do Limbo, a dimensão demoníaca em que ela é soberana, trazida para a Terra. Vampira, horrorizada, assiste Carol ser arremessada no interior da prisão e começa a se questionar se está do lado certo nessa guerra contra os Vingadores e resolve tomar uma atitude ao ver a vingadora ser torturada numa cela por demônios travestidos de seus piores inimigos, dentre eles a própria Vampira. 


Para chegar à cela de Carol, Vampira assume a forma de um dos demônios da prisão e propõe a ela o seguinte estratagema: absorver os poderes da vingadora pra sair da cela e atrair a atenção de Magia para roubar o seu poder mutante de teleporte e fugir para buscar ajuda. Assim é feito, mas o estratagema falha pois não há mais nenhum vestígio de poder mutante nela, apenas a energia sapiente da Fênix, que não admite ser controlada por ninguém. Na verdade, tudo não passou de um teste de Magia para saber se Vampira era confiável ao trazê-la para conhecer a prisão: "Por que acha que te deixei aqui? Era um teste... e você não passou".

Carol é arremessada para as profundezas da prisão e é imediatamente atacada pelos odiosos ocupantes de lá. Vampira, furiosa, diz a Magia que a decepção que teve seria a mesma de qualquer X-Man que conhecesse este lugar, por mais radical que fosse. Magia, então, decide não punir Vampira da mesma forma por considerá-la "uma maravilhosa colaboradora" e que no momento se encontra apenas "confusa". Ato contínuo, Vampira é arremessada para a Terra de uma outra dimensão e se vê no meio de dois exércitos prestes a guerrearem entre si e com a ingrata missão de resolver o conflito.

Em mais este "tie in" de Vingadores versus X-Men, Christos Gage parece comprometido a promover a redenção pessoal de Vampira ao fazê-la deparar com situações dolorosas de seu passado, como no arco anterior com os Vingadores, que funcionou de maneira razoável e neste com Carol Danvers que, até o momento, só me impressionou no momento em que ela tentou novamente absorver os poderes de Carol à força durante a briga. Gostei também do momento em que Carol permitiu que seus poderes fossem absorvidos na tentativa de fugir da prisão. Porém, o desenvolvimento da trama me pareceu arrastado, certamente por não poder avançar além dos limites impostos pelo grande evento do ano.

No geral, eu gosto dos desenhos do David Baldeon e das suas cenas de ação, que apresentam um bom dinamismo e acho que devemos acompanhar atentamente a sua evolução dentro da Marvel.

A Panini, mais uma vez, não situou os acontecimentos dessa história com os demais capítulos de "V vs. X", que já está praticamente concluída aqui no Brasil, faltando apenas o epílogo e é sempre algo meio anti-climático ler "tie ins" que saem após o encerramento de um evento e este de Legacy ainda irá continuar no mês que vem. Aliás, uma falha gritante da Panini que esqueci de mencionar é a ausência de um "guia de leitura" que possibilitasse a leitura das revistas mensais sem encontrar "spoilers" dos acontecimentos mostrados na maxissérie do evento. Graças ao Coveiro, editor do Marvel 616, temos um guia de leitura que pode ser acessado aqui.

Carlos André
Colaborador do Marvel 616

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

X-Men Legado: Prova Final


Os Vingadores e os X-Men estão em guerra por causa da Força Fênix, que chegou à Terra e sua hospedeira em potencial, Esperança Summers, não se mostrou à altura da tarefa. Este imenso poder, então, se diluiu em Ciclope, Emma Frost, Namor, Colossus e Magia e o conflito se acirrou.

Enquanto isso, na Academia Jean Grey para Estudos Avançados, os X-Men que não queriam se envolver nessa guerra foram confinados por um destacamento dos Vingadores, formado por Mulher-Hulk, Falcão e Cavaleiro da Lua, mas a situação logo se torna insustentável e uma batalha se inicia. Desesperado, o Falcão chama reforços e imediatamente o Homem de Ferro se apresenta para o combate. Como mais esse conflito irá se definir é o que nos contará o roteirista Christos Gage e os desenhistas Rafa Sandoval, na edição #267 e David Baldeon, na edição #268 de X-Men Legacy, aqui publicadas em X-Men Extra #140 pela Panini.

Vampira, uma das líderes da instituição,  se empenhou anteriormente em resolver a situação da forma mais amigável possível, mas ao ver os seus alunos sendo atacados pelos Vingadores, ela muda de idéia e entra na briga junto com os outros X-Men de Westchester.

Apesar dos X-Men serem mais numerosos, o poderio do Homem de Ferro sozinho é capaz de nocautear a todos. Vampira recorre ao antigo estratagema de roubar o poder de seus inimigos até desacordá-los e utilizá-lo em proveito próprio. Ela derruba o Falcão e rouba os poderes da Mulher-Hulk, que cai inconsciente, mas quando o Cavaleiro da Lua entra em contato físico com ela propositalmente, Vampira começa a sucumbir sob o peso das múltiplas personalidades do controverso herói. Como conseqüência, a fúria da Mulher-Hulk se manifesta de maneira incontrolável em seu interior.

Kitty Pryde pede que Joanna Cargill, a Frenesi, utilize sua superforça para realizar um “arremesso especial” nela em direção ao Homem de Ferro para que sua intangibilidade cause uma pane elétrica geral na armadura. Assim é feito, mas o vingador estava preparado para tal contingência e o resultado é ineficaz. Apesar disso, Kitty consegue perceber que não havia ninguém dentro dela, ou seja, trata-se de um traje operado remotamente. Quando Vampira toma ciência disso, ela consegue utilizar a força e a fúria da Mulher-Hulk para destroçá-lo completamente.

 

Mais tarde, os Vingadores são despachados inconscientes de volta para casa. Vampira resolve tomar uma posição e conclama os outros X-Men de Westchester a se envolverem diretamente na guerra contra os Vingadores.

Logo em seguida, começa a história “Loose Ends”, mais um “tie-in” de “Vingadores vs. X-Men”, que conta a origem de Frenesi. Ciclope, ainda imbuído da Força Fênix, está na África, mais precisamente no Quênia, desarmando sozinho todos os rebeldes, milícias e soldados do governo local, pondo fim a uma guerra que já durava 25 anos. A mando dele, as gêmeas telepáticas Stepford orientam Frenesi em uma missão de rescaldo, digamos assim. O objetivo é não deixar que o vácuo de poder causado por Scott seja ocupado indevidamente por outros indivíduos armados até que as gêmeas possam “reescrever memórias em massa, substituindo a índole agressiva por pensamentos pacíficos”. Enquanto isso, ela deve evitar que as pessoas armadas se matem ou que matem inocentes. Frenesi, ainda que contrariada com a verdadeira natureza de sua missão, resolve seguir adiante.

Ela não demora a travar contato com um miliciano, que começa a espancar uma jovem que tomou como “esposa” que se recusou a obedecê-lo. Joanna intervém e o atira para longe de maneira contundente e salva a garota. Ela começa a se lembrar de sua infância, quando o pai a espancava e a assediava moralmente de maneira bastante semelhante à cena que acabou de presenciar. Ela parte em direção ao acampamento dos milicianos para desbaratar a quadrilha de vez e a garota, Angelique, resolve acompanhá-la como guia.

Durante a caminhada, Joanna se lembra de como na infância gostava de usar as coisas de seu irmão, que servia no exército, e de como era espancada pelo pai quando era flagrada fazendo isso. Ela também se lembra do dia em que ela e seus pais receberam o aviso do falecimento de seu irmão em combate e da violenta reação de seu pai que, bêbado, começou a espancá-la novamente ao vê-la utilizando uma boina que era de seu irmão. A violência do ato causou a manifestação de seus poderes mutantes pela primeira vez, fazendo com que ela revidasse com um soco mortal desferido no pai. Horrorizada com o ocorrido, ela fugiu.

Logo em frente é encontrado o corpo do “marido” da jovem. Joanna ordena que Angelique fique onde está e alcança o acampamento dos milicianos, que são rapidamente derrotados por ela.

Duas horas depois, as gêmeas Stepford se reúnem a Joanna e às demais pessoas libertadas da milícia. As telepatas querem suprimir todas as memórias ruins que essas pessoas tiveram, mas Joanna pede que isso não seja feito para que elas possam tirar proveito do ocorrido e não serem alvo novamente do primeiro rebelde ou miliciano que aparecer. Por ela, os cérebros dos sociopatas que gostam de matar poderiam ser perfeitamente desligados, mas as vítimas devem ter o direito de tomar suas próprias decisões, independente do fato de Ciclope ou Emma Frost pensarem o contrário. “Eu assumo a responsabilidade”, diz.

Por último, Angelique se dirige a ela e pergunta se as coisas iriam melhorar a partir de agora. “Isso é com você”, ela responde laconicamente.



Christos Gage tentou tirar partido de escrever histórias que remetem ao grande evento do ano sem perder a chance de explorar mais alguns aspectos de personagens que têm se destacado em sua fase em “Legacy” como Vampira e Frenesi, sendo esta uma agradável surpresa e que ganhou até uma história de origem. Apesar disso, no caso de Vampira, achei uma tremenda “bola fora” do escritor a personagem ter quase sucumbido às três personalidades do Cavaleiro da Lua já que ela já absorveu anteriormente a psique de 8 bilhões de alienígenas ao derrotar a arma Shi`ar de destruição em massa chamada Hecatombe para salvar Providência, a antiga ilha flutuante de Cable. Também achei muito clichê a história de origem de Frenesi, em que mais um personagem mutante tem seus poderes ativados devido a algum acontecimento traumático, geralmente envolvendo a morte de algum familiar ou pessoa muito próxima.

Rafa Sandoval e David Baldeon apresentam o seu trabalho com correção mas, pessoalmente, gostaria que o primeiro tivesse mostrado Vampira destroçando a armadura do Homem de Ferro tendo como referência a cena da Mulher-Hulk despedaçando o andróide Visão em “Vingadores: A Queda”, desenhada por David Finch. Acho que assim teria mais impacto.

 Quanto à Panini, a única coisa que tenho a dizer é que ela poderia ter apresentado uma nota de rodapé que situasse os acontecimentos dessas histórias com os capítulos de “V vs. X”, como tem feito em outras.

Carlos André
Colaborador do Marvel 616

terça-feira, 24 de abril de 2012

Muitas novidades do próximo arco de X-Force!

Informações Inéditas o Brasil e nos EUA!!


Em meio a um turbilhão de notícias dos Vingadores, os leitores de X-Men podem se animar com as novidades divulgadas por Rick Remender, escritor de Uncanny X-Force, no X-Position dessa semana.

domingo, 18 de julho de 2010

teste

O Deadpool continua sua missão como mercenário em busca de trazer de volta sua auto-estima e conta bancária, mas as coisas estão cada vez se complicando mais. Mas o Wade nunca foi de ter problemas com complicações, né? Ai, estamos aqui de novo? Agora você vai me atrapalhar até na introdução? Meu sono de beleza foi perturbado, vim reclamar. Ok, vou te ignorar e passar pro que interessa, a história no mercenário mutante da revista “X-Men Extra” número 102! Oba! Ah, mais um?? Era só o que me faltava...

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X-Factor: O Velho Summers

Depois do evento traumático que assolou a vida do X-Factor, o líder da equipe entrou em uma espiral de decadência, chegando a saída extrema de tentar o suícidio. No entanto, o retorno de alguém que sabe das coisas evitou essa tragédia, mas a morte ainda pode chegar para Jamie Madrox em X-Men Extra nº 102, durante uma rebelião liderada por uma conhecida família.

X-Factor